Rádio Germinal

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quarta-feira, 26 de julho de 2017

Burocracia e Luta de Classes: II Encontro de Teoria Política


Apresentação do II Encontro de Teoria Política: Burocracia e Luta de Classes

O II Encontro de Teoria Política: Burocracia e Luta de Classes é uma realização do NUPAC (Núcleo de Pesquisa e Ação Cultural), com apoio do GPDS/UFG (Grupo de Pesquisa Dialética e Sociedade), NEMOS/UFG (Núcleo de Estudos e Pesquisa em Movimentos Sociais), NPM/UEG (Núcleo de Pesquisa Marxista), NEPALM/UFMS (Núcleo de Estudos e Pesquisa América Latina em Movimento).

O objetivo do curso é levantar uma discussão teórica e reflexões a respeito da concepção marxista da burocracia, tanto como organização quanto como classe social, suas características, formas, frações, bem como seu significado na luta de classes e na sociedade capitalista. A crítica da burocracia, que se inicia com Marx, aponta para um processo duplo no qual emerge o quadro dirigente das instituições, a classe burocrática, que assumem a forma de organizações voltadas para o controle interno e externo. Após Marx, a crítica da burocracia iniciou-se através de alguns pesquisadores e militantes (Robert Michels, Makhaisky, Rosa Luxemburgo, etc.) e foi desenvolvida especialmente depois da contrarrevolução burocrática na Rússia em outubro de 1917, surgindo interpretações problemáticas (Rizzi, Djilas, etc.) e burocráticas (como as de Trotsky e do trotskismo), que, no entanto, trouxeram algumas reflexões sobre esse fenômeno da sociedade capitalista. O início de uma crítica radical da burocracia se iniciou, ainda timidamente, com o comunismo de conselhos e prosseguiu em correntes políticas que retrocederam em relação a esta corrente (autonomistas, entre outros). Alguns pensadores e sociólogos retomaram a questão da burocracia (Georges Lapassade, René Lourau, Amitai Etzioni, Michel Lobrot, Maurício Tragtenberg, Fernando Motta, etc.) e contribuíram para uma compreensão de aspectos da burocracia ainda não desenvolvidos. As análises do sociólogo Max Weber foram retomadas por alguns, tanto sob forma acrítica quanto sob forma crítica e assim surgiram diversas pesquisas sociológicas que, apesar dos seus limites evidentes, trazem também determinadas informações e reflexões que possuem certa utilidade para análise do fenômeno burocrático.

Diante desse quadro e das reflexões contemporâneas sobre o fenômeno burocrático, torna-se necessária a discussão sobre esse tema. A burocracia perpassa a vida de todos os indivíduos na sociedade capitalista e quanto mais essa sociedade se desenvolve, mais se intensifica a burocratização das relações sociais, que anda lado a lado com a mercantilização e competição (na burocracia, a competição é fundamentalmente pelo poder). A burocracia, como classe social, é uma peça chave na luta de classes. Ela é a classe social mais poderosa depois da classe capitalista no interior da sociedade burguesa e muitas vezes se autonomiza, querendo suplantar a burguesia. Mas para fazer isso precisa do apoio do proletariado e das demais classes sociais. Porém, essa autonomização é mais forte e presente em seus extratos inferiores, o que pode ser explicado por suas divisões internas. Na Rússia, a burocracia foi responsável por uma contrarrevolução e se fundiu com a classe capitalista, formando uma burguesia burocrática. A atual fase do capitalismo mostra uma tendência para uma nova crise geral dessa sociedade e, dessa forma, uma nova onda de lutas revolucionárias e a possibilidade da burocracia aparecer como entrave, seja as suas frações mais próximas do capital que vão querer impedir o processo revolucionário, seja suas frações mais extremistas que vão querer "liderar" a revolução (ou seja, realizar a contrarrevolução). 

O marxismo autogestionário é a corrente que traz a crítica mais profunda e radical da burocracia, bem como aponta para um projeto alternativo que aponta para a abolição da classe burocrática e, o que é a mesma coisa, das organizações burocráticas (Estado, partidos, sindicatos, universidades, igrejas, etc.). Por isso se torna fundamental a pesquisa, produção de saber e socialização deste, a respeito do fenômeno burocrático e isso justifica o II Encontro de Teoria Política: Burocracia e Luta de Classes.

Essa reflexão será realizada através de uma mesa redonda, uma palestra e um grupo de debate (comunicações acompanhadas de debate). Os participantes podem efetivar inscrição com apresentação de comunicação e todos os inscritos poderão debater durante as três partes do encontro (Mesa redonda, palestra, grupo de debate).

Outro objetivo do curso é incentivar a produção escrita dos participantes, gerando, dessa forma, resumos antes do evento e, posteriormente, caso seja interesse dos participantes, a elaboração de um artigo sobre a temática do encontro - em suas várias possibilidades (análise crítica de ideologias legitimadoras da burocracia e da concepção pseudomarxista do fenômeno burocrático, a concepção marxista - Marx e outros, ou influenciada pelo marxismo), a respeito da burocracia, análise histórica-concreta da burocracia e suas diversas relações com a sociedade em geral, com os regimes de acumulação, etc.

O II Encontro de Teoria Política: Burocracia e Luta de Classes será realizado num único encontro presencial, no dia 26 de agosto de 2017, no Ruptura - Espaço Cultural.

Mais informações, clique aqui.


http://nupacetp.blogspot.com.br/p/ii-encontro-de-teoria-politica.html

sábado, 22 de julho de 2017

Salvem o Macaco Loco - Oportunismo e Opressão em As Meninas Superpoderosas



"SALVEM O MACACO LOCO"

Oportunismo e Opressão em "As Meninas Superpoderosas".

O desenho animado “Salvem o Macaco Loco”, das Meninas Superpoderosas, mostra a questão do uso oportunista do discurso da opressão. O oportunismo não significa mero senso de oportunidade e sim uma prática de usar certas oportunidades (circunstâncias favoráveis) para obter vantagens pessoais. A existência, real ou imaginária, de várias formas de opressão, permite o uso oportunista de uma questão coletiva para benefício pessoal. Assim, muitos indivíduos, quando são prejudicados ou contrariados, usam o discurso da opressão grupal visando vantagem pessoal. Em “Salvem Macaco Loco”, As Meninas Superpoderosas enfrentam um vilão que usa a questão da opressão sob forma oportunista, buscando, assim, vantagens pessoais, que, no caso, é cometer crime sem punição. Este desenho animado contribui para a percepção de que muitos indivíduos pertencentes a grupos oprimidos reproduzem a mentalidade burguesa, valores dominantes, competição social, elementos que explicam o discurso oportunista sobre a opressão.

"Salvem o Macaco Loco"
As Meninas Superpoderosas

Comentários baseados no artigo "A crítica social no desenho animado das Meninas Superpoderosas" (http://redelp.net), de Nildo Viana.

Consultem também o artigo Quando Reina o Oportunismo (http://informecritica.blogspot.com.br/2015/12/quando-reina-o-oportunismo.html) no qual o uso do discurso retórico é apresentado no mundo acadêmico.


Veja mais desenhos animados vinculados com a crítica social na nossa playlist: “Desenhos Animados e Crítica Social” (https://www.youtube.com/playlist?list=PLAVWORAqllrieaAk48k83No6PMn3UTsdn) e, no caso de filmes, a playlist “Filmes e Crítica Social” (https://www.youtube.com/playlist?list=PLAVWORAqllriok0PnUIFWK9WYic4ECkYd).

Abaixo o vídeo:


terça-feira, 18 de julho de 2017

Linguagem, competição e dominação em "As Meninas Superpoderosas"


"LOCO LINGUAGEM", AS MENINAS SUPERPODEROSAS

Linguagem, competição e dominação em "As Meninas Superpoderosas":

O desenho animado “Loco Linguagem”, das Meninas Superpoderosas, mostra o vínculo entre linguagem e dominação. O uso da linguagem para a efetivação da dominação assume várias formas e o desenho mostra uma delas: o discurso retórico, especialmente um de seus estratagemas, que é a “complexidade” vazia. 

A linguagem complexa quando utilizada para realizar a explicação das relações sociais ou fenômenos naturais é uma necessidade imposta pela própria realidade. Quando ela é apropriada pelo discurso retórico, acaba apenas se tornando um hermetismo ou prolixidade desnecessária, cujo objetivo é gerar a aparência de complexidade e inteligência, onde, no fundo, não há nenhum saber real e concreto.

O discurso retórico é utilizado para ganhar debates, ganhar reconhecimento, ter aparência de “inteligência”, de acordo com a lógica da competição social e servindo para a reprodução da dominação. O discurso prolixo se distingue do discurso prolífico, pois este último é carregado de significado real, enquanto que o outro é formalismo vazio.

Em “Loco Linguagem”, As Meninas Superpoderosas enfrentam um vilão que usa a prolixidade para efetivar a dominação, tal como os detentores do poder e intelectuais que servem ao propósito de reproduzir a sociedade existente. O uso da prolixidade e formalismo vazio gera a impressão de sabedoria e gera vantagens competitivas para o seu utilizador. 

Este desenho traz, portanto, uma contribuição para a compreensão da força da linguagem nas relações sociais e como ela é usada para a reprodução da competição social e da dominação.

Consultem também o livro O Doutor e outros contos incorretos (https://informecritica.blogspot.com.b...), no qual o uso do discurso retórico é apresentado no mundo acadêmico.

Veja mais desenhos animados vinculados com a crítica social na nossa playlist: “Desenhos Animados e Crítica Social” (https://www.youtube.com/playlist?list...) e, no caso de filmes, a playlist “Filmes e Crítica Social” (https://www.youtube.com/playlist?list...).

Abaixo o vídeo:




segunda-feira, 17 de julho de 2017

Canal no youtube voltado para perspectiva crítica



Acesse meu Canal no Youtube:

https://www.youtube.com/channel/UC_QVoG_jCgMY9JV3tISBSOQ

Arte e crítica social, teoria e muito mais no youtube:
Apresentação:


O Doutor e outros contos incorretos

O livro "O Doutor e Outros Contos Incorretos", uma sátira ao mundo acadêmico e aos "doutores", mais especificamente a determinados portadores de títulos acadêmicos que usam uma linguagem hermética que é apenas formalismo vazio de conteúdo. O livro tem outros contos incorretos sobre a academia e sua cotidianidade e também sobre outros temas.

Os contos que compõem o livro foram escritos no final dos anos 1990 e publicado em 2007 e agora estão disponibilizados para acesso gratuito clicando aqui ou acessando este e outros livros disponibilizados no site de Nildo Viana (clique aqui, são mais de dez livros disponibilizados).